Encontro da Hotelaria desbrava fronteiras e chega a Olímpia (SP)

Encontro da Hotelaria desbrava fronteiras e chega a Olímpia (SP) (Foto: Divulgação)

O ENCONTRO DA HOTELARIA, um dos mais importantes eventos da hotelaria brasileira, promovido pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA, nesta edição conta com o patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, e tem o apoio do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região de São José do Rio Preto -SINHORES, da Associação Olimpiense de Hotéis, Pousadas, Bares e Restaurantes – AOHPBR, da Associação Comercial e Industrial de Olímpia – ACIO e da Prefeitura da Estância Turística de Olímpia.

Depois de percorrer dezesseis cidades mineiras: Belo Horizonte, Caxambu, Poços de Caldas, Juiz de Fora, Ouro Preto, Montes Claros, Governador Valadares, Capitólio, Uberlândia, Monte Verde, Confins-BH Airport, Tiradentes, Brumadinho, Pouso Alegre, Sete Lagoas e Araxá, Olímpia foi escolhida para receber 24ª edição do evento. A primeira no Estado de São Paulo.

24° Encontro da Hotelaria e Gastronomia

O 24° ENCONTRO DA HOTELARIA E GASTRONOMIA está previsto para acontecer de 26 a 28 de junho, na Arena Olímpia Shows & Eventos. Para Marcos Valério Rocha, coordenador do escritório regional FBHA em Minas Gerais, idealizador e organizador do evento, “realizar a vigésima quarta edição em Olímpia, sendo a primeira no Estado de São Paulo, é um grande desafio, pois São Paulo é o maior e mais dinâmico mercado hoteleiro do Brasil, sendo ao mesmo tempo o maior destino do turismo de negócios além de maior mercado emissor do país. Concentra a maioria das sedes das grandes redes de hotéis nacionais e internacionais atuantes no país. Detém o maior parque hoteleiro do Brasil, onde Olímpia ocupa um lugar de destaque”.

O evento tem como objetivos: analisar os cenários hoteleiros e turísticos, aprimorar a gestão, avaliar procedimentos operacionais e as tendências do mercado. Nesse evento, haverá a participação de profissionais, técnicos, consultores, professores e palestrantes de reconhecida experiência e conhecimento; palestras e debates sobre temas da atualidade contribuirão para o desenvolvimento do setor, favorecendo a realização de novos negócios por meio de uma mostra de produtos e serviços, com a participação das mais importantes empresas fornecedoras atuantes no Brasil.

Nas próximas semanas esta coluna divulgará o “card” dos palestrantes e painelistas especialmente selecionados para este evento, que pela primeira vez desbrava fronteiras das Minas Gerais e chega ao estado de São Paulo, maior polo emissor brasileiro em todos os segmentos do turismo.

O público do 24º Encontro da Hotelaria será composto de empresários, executivos e profissionais dos principais hotéis, pousadas, resorts de Olímpia e de diversas cidades do Estado, também dirigentes sindicais, presidentes de entidades, agentes de viagens, turismólogos, fornecedores, representantes da administração pública municipal e estadual, além de consultores e jornalistas especializados.

O evento desde sua primeira edição em 2006, visa contribuir para a atualização e capacitação empresarial e profissional, análise do cenário atual e das tendências do mercado. Renomados profissionais, todos gestores de destacada atuação no mercado falarão sobre suas respectivas visões e propostas de soluções para o crescimento sustentável do setor hoteleiro e gastronômico nos próximos anos.

Olímpia – parques aquáticos mais visitados do mundo

A cidade cujas origens remontam sitiantes vindos exatamente de Minas Gerais, completou neste domingo (2 de março) 122 anos. Quando fundada em 1903, era apenas uma colônia agrícola e neste espaço de tempo se transformando em um dos maiores polos turísticos do país, impulsionado em especial pelo crescimento do setor hoteleiro e dos citados parques aquáticos. De terras férteis a uma das referências nacionais do turismo, a trajetória do município reflete o desenvolvimento econômico, inovação e investimentos estruturais que consolidaram Olímpia como Estância Turística.

Desde sua fundação, Olímpia se destacou pela produção agrícola. A cultura do café, predominante no início do século XX, abriu caminho para a pecuária e, depois, para o cultivo de cana de açúcar.

Depois veio a laranja, daí a origem do nome do primeiro parque aquático: Thermas dos Laranjais nos anos 80. A vanguarda da modernização da lavoura e o fortalecimento da agroindústria impulsionaram a economia local, criando as bases para um destino em constante crescimento. Paralelamente ao agro, o município investiu em infraestrutura e planejamento urbano, resultando em melhorias significativas em áreas de saúde, educação e transporte. Essas iniciativas foram essenciais para a diversificação dos modais econômicos preparando Olimpia para um novo virtuoso ciclo de desenvolvimento: O Turismo.

Com o sucesso do Parque Thermas dos Laranjais o visionário empresário local, Benito Benatti reuniu seus sócios e investiu em novas atrações criando assim um destino turístico pulsante que trouxe consigo investidores do setor de hotelaria. Um após o outro começaram a surgir os grandes resorts e outros atrativos de lazer. O crescimento do turismo culminou com o surgimento do Hot Beach que a partir daí consolidou o destino como referência no setor.

Depois do Thermas e a chegada em peso da hotelaria foi preciso oficializar este “boom”. O reconhecimento aconteceu em 2014 quando a cidade foi elevada a categoria de Estância Turística resultado dos esforços comuns e harmônicos dos governos municipal e estadual. Esse status garantiu novos recursos e benefícios fiscais para robustos investimentos o que propiciou o crescimento da rede hoteleira, melhorias na mobilidade urbana e expansão dos muitos atrativos turísticos.

A evolução fez Olimpia atingir um novo patamar como primeiro destino a receber a denominação de Distrito Turístico do Estado de São Paulo, consolidando-se como um dos principais polos do país. Em 2021 era inaugurado o maior resort do país, o Solar das Águas Thermas Resort.

Situada na Região Metropolitana de São José do Rio Preto que compõe um total de 37 municípios cujo planejamento estratégico é totalmente integrado. Dos iniciais 709 leitos em 2009, Olimpia disponibiliza hoje um total de 32.680 leitos distribuídos entre resorts, hotéis, pousadas e casas de aluguel por temporada.

Em 2024 o destino recebeu 5 milhões de visitantes representado um aumento de 23% em relação ao ano anterior. No total são 9 resorts, 18 hotéis, 4 flats, 50 pousadas e cerca de 500 casas de locação por temporada com RHC (Registro de Hospedagem Caseira).

Desta forma o turismo responde hoje por 65% da movimentação econômica do município impactando fortemente na geração de empregos em toda região. Este ano como o pródigo calendário de feriados Olimpia estima obter novo crescimento em todos os seus indicadores chegando a 6 milhões de visitantes.

A construção do Aeroporto Internacional do Norte Paulista, em Olimpia, representa um novo marco para o desenvolvimento da cidade e toda região. Com investimentos acima de 100 milhões de Reais a obra será executada pela Infraero e deve ser concluída até meados do ano que vem consolidando Olimpia definitivamente como um dos principais polos turísticos e econômicos do interior paulista.

Localizado a cerca de 20 kms do centro da cidade o aeroporto possibilitará pousos e decolagens de aeronaves de grande porte, um terminal de passageiros moderno, áreas de embarque e desembarque e espaços de apoio ao turista. A expectativa é operar até 1 milhão de passageiros por ano o que será uma mola propulsora para a atividade hoteleira, comércio e serviços.

SAVE THE DATE > 24 a 26 de Junho. Estaremos lá!

“Neste aniversário de 122 anos, Olímpia celebra não apenas sua história, mas também um futuro promissor, onde turismo, desenvolvimento e qualidade de vida seguirão caminhando lado a lado”

Maarten Van Sluys (Consultor Estratégico em Hotelaria – MVS Consultoria)

Instagram: mvsluys e-mail: mvsluys@gmail.com WhatsApp: (31) 98756-3754

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Vitória chocante de ‘Ainda Estou Aqui’ e Fernanda Torres deslumbrante no Oscar: o que disse imprensa internacional

A conquista do primeiro Oscar brasileiro foi destaque na imprensa internacional.

Na noite de domingo, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, ganhou a estatueta de melhor filme internacional — um feito inédito para o cinema internacional.

Uma reportagem do site da revista Variety destacou em sua manchete: “Oscars ignorados e surpresas: [a atriz] Mikey Madison ganha, Ainda Estou Aqui choca e [a compositora] Diane Warren tem 16ª derrota consecutiva”.

A revista fez uma lista das surpresas do Oscar.

Sobre o filme brasileiro, a revista escreveu: “Dadas as 13 indicações que Emilia Pérez teve contra as três indicações para Ainda Estou Aqui, parecia estatisticamente provável que o primeiro levaria a estatueta de longa-metragem internacional. Mas para a alegria do Brasil, Ainda Estou Aqui prevaleceu.”

A revista ainda destacou que Emilia Pérez é um dos grandes perdedores da história do Oscar, tendo perdido em 11 das 13 categorias que concorreu.

A Variety também elencou como surpresa da noite a vitória de Mikey Madison como melhor atriz, que concorria com Fernanda Torres, de Ainda Estou Aqui. Para a revista, a favorita era Demi Moore, de A Substância.

A revista americana People também destacou em manchete de uma reportagem a vitória do filme brasileiro como surpresa: “O brasileiro Ainda Estou Aqui supera o francês Emilia Pérez e ganha o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025”.

“Ainda Estou Aqui recebeu três indicações ao Oscar; além de Melhor Filme Internacional, o filme também foi indicado na categoria Melhor Filme e a atriz principal Fernanda Torres foi indicada para Melhor Atriz. A campanha de premiação de Torres ganhou força depois que ela ganhou um Globo de Ouro de melhor desempenho de atriz principal em um drama naquela cerimônia em 5 de janeiro.”

Já sobre Emilia Pérez, a People escreveu:

“Emilia Pérez chegou com estardalhaço ao Oscar deste ano carregando 13 indicações no total, o que foi o maior número entre todos os filmes indicados este ano. A produção francesa também ganhou a distinção de filme de língua não inglesa mais indicado na história do Oscar, com sua enorme dúzia de indicações”, escreve a revista.

“A campanha de premiação do filme foi alvo de intenso escrutínio em janeiro e fevereiro, depois que jornalistas descobriram as polêmicas postagens de Gascón nas redes sociais, levando a atriz a não comparecer a outras grandes premiações nas quais foi indicada antes do Oscar.”

A Hollywood Reporter, outra publicação especializada em entretenimento, destacou a “noite encantadora” de Fernanda Torres no Oscar.

“Torres não levou para casa o Oscar de melhor atriz, embora Ainda Estou Aqui tenha ganhado na categoria de melhor longa-metragem internacional. No tapete antes da cerimônia, ela deslumbrou em um vestido Chanel, consolidando sua qualidade de estrela na grande noite.”

A Hollywood Reporter afirmou que Fernanda Torres era considerada um azarão na disputa do Oscar de Melhor Atriz.

“Mas, de muitas maneiras, Torres e seus colaboradores em Ainda Estou Aqui já haviam conquistado um prêmio muito maior, já que o filme, um sucesso de bilheteria no Brasil e baseado em uma dolorosa história real, provocou um acerto de contas nacional com o passado autoritário e o presente próximo do país.”

O Hollywood Reporter também destacou o discurso de Walter Salles na premiação.

“O diretor Walter Salles deu créditos à mulher que inspirou o filme — Eunice Paiva — e às mulheres que lhe deram vida, a dupla de filhas e mãe Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.”

Os jornais Guardian e New York Times também destacaram a homenagem de Walter Salles a Eunice Paiva, Fernanda Torres e Fernanda Montenegro.

“Dirigido por Walter Salles, o filme foi um sucesso de bilheteria no Brasil, onde muitos lembram do legado da ditadura militar, que durou de 1964 a 1985”, escreveu o New York Times.

A agência de notícias Associated Press distribuiu um texto com a repercussão do prêmio no Brasil.

A AP destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou que esse era um momento para se ter ainda mais orgulho de ser brasileiro, e que no Sambódromo do Rio de Janeiro, onde acontecem os desfiles de Carnaval, “o locutor compartilhou os resultados com dezenas de milhares de espectadores na multidão, arrancando gritos de alegria”.

A revista Time destacou o Oscar para o filme brasileiro em um artigo que lista vários fatos inéditos da premiação de 2025 — como o filme Flow, que foi o primeiro filme da Letônia a ganhar um Oscar, ou a atriz Zoe Saldaña, que foi a primeira atriz de origem dominicana premiada.

“Após cinco indicações anteriores, o Brasil finalmente conquistou o Oscar de melhor longa-metragem internacional com Ainda Estou Aqui”, escreve a Time. “Os fãs brasileiros se uniram em torno do filme e de sua representação de resiliência diante da opressão. A estrela Fernanda Torres também concorreu ao prêmio de Melhor Atriz esta noite, embora Mikey Madison tenha vencido nessa categoria.”

Antes da premiação, alguns sites haviam elogiado o filme e defendido que ele fosse premiado não só como melhor filme internacional, mas também na categoria principal do Oscar, na qual era um dos dez candidatos.

“O candidato mais urgente do ano para melhor filme é aquele que quase ninguém viu”, escreveu o site Slate.

“Entre os 10 indicados para Melhor Filme, há vários com pretensão de relevância contemporânea, alguns mais do que outros”, escreve o site.

“Mas nenhum parece tão urgente, tão essencial quanto Ainda Estou Aqui, ou tem uma performance em seu centro tão elementarmente poderosa quanto a de Fernanda Torres.”

Antes da premiação, o jornal britânico Guardian também destacou em um artigo escrito por seu correspondente no Brasil: “Por que Ainda Estou Aqui deveria ganhar o Oscar de melhor filme”.

“O retrato íntimo de Salles sobre as consequências emocionais da insanidade tem ecos assustadores nas manchetes de hoje, enquanto homens venezuelanos são levados para a Baía de Guantánamo para agradar a base eleitoral de Donald Trump, e as tropas de Vladimir Putin destroem as vidas de inúmeras famílias na Ucrânia”, afirma o artigo.

“Ainda Estou Aqui é um filme para os tempos cruéis e inquietantes que mais uma vez varrem o globo. Se algum filme merece o Oscar de 2025, é este.”

Já o jornal New York Times havia destacado antes da premiação que esta seria a oportunidade para a cultura brasileira ser reconhecida internacionalmente, depois de ser ignorada por tanto tempo.

“Torres já era muito famosa no Brasil, mas agora ela se tornou a estrela nacional do momento por alcançar algo que há muito tempo não era atingido pela maioria de seus pares e antecessores aqui: reconhecimento internacional”, escreve o jornal.

“Por gerações, o Brasil deu origem a uma vasta e vibrante tapeçaria de arte, música, literatura e cinema — alguns deles magistrais e muitos deles profundamente originais — que foram amplamente celebrados dentro desta imensa nação e pouco conhecidos fora dela.”

Alerta para o Carnaval: 36 praias na Baixada Santista estão impróprias para banho; confira a lista

O estudo de balneabilidade da Cetesb é feito semanalmente e foi atualizado na quinta-feira (27).

O contato com a água deve ser evitado nas praias classificadas como impróprias.

A Cetesb apontou que a água, quando imprópria, pode aumentar o risco de contaminação e doenças como: Hepatite A, cólera, febre tifoide, entre outras, sendo a mais comum a gastroenterite.

Entre os sintomas da gastroenterite: enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça, febre, infecções dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

A Baixada Santista está com 36 praias impróprias para banho neste final de semana de Carnaval, de acordo com dados divulgados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Na região são esperados 2.950 milhões de turistas durante as festas.

O estudo de balneabilidade da Cetesb é feito semanalmente e foi atualizado na quinta-feira (27). A próxima atualização será feita pela pasta em 4 de março.

O contato com a água deve ser evitado nas praias classificadas como impróprias. O Governo de São Paulo ressaltou que a verificação das informações é importante, tendo em vista que o grande número de turistas pode influenciar a qualidade da água.

A Cetesb apontou que a água, quando imprópria, pode aumentar o risco de contaminação e doenças como: Hepatite A, cólera, febre tifoide, entre outras, sendo a mais comum a gastroenterite, que pode causar enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça, febre, infecções dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

Confira as praias impróprias:

Peruíbe

Seis praias analisadas, sendo três impróprias: (Praia da Av. São João, Balneário São João Batista e Icaraíba)

Itanhaém

Doze praias analisadas, sendo onze impróprias: (Balneário Gaivota, Jardim Regina, Jardim São Fernando, Jardim Cibratel, Praia do Sonho, Praia dos Pescadores, Praia do Centro, Parque Balneário, Praia do Suarão e Suarão – AFPESP e Campos Elíseos)

Mongaguá

Sete praias analisadas, sendo seis impróprias: (Flórida Mirim, Agenor de Campos, Itaóca, Vera Cruz, Central e Vila São Paulo)

Praia Grande

Doze praias analisadas, sendo cinco impróprias: (Caiçara, Maracanã, Vila Mirim, Vila Tupi e Aviação)

São Vicente

Seis praias analisadas, sendo duas impróprias: (Praia dos Milionários e Gonzaguinha)

Santos

Sete praias analisadas, sendo duas impróprias: (Praia do José Menino e Boqueirão)

Guarujá

Doze praias analisadas, sendo duas impróprias: (Praia do Perequê e da Enseada, na altura da Rua Chile)

Bertioga

Nove praias analisadas, sendo cinco impróprias: (Praia de São Lourenço, próximo ao Morro; Praia da Enseada, no bairro Indaiá; Praia da Enseada, no bairro Vista Linda; Praia da Enseada, próximo ao Sesc; Praia da Enseada, na Rua Rafael Costabile)

Como é feita a análise?

De acordo com a Cetesb, a praia é considerada imprópria quando as amostras coletadas apresentam mais de 100 unidades formadoras de colônias (UFC) de enterococos [bactérias fecais] por 100 ml.

Além das bactérias fecais, a presença de óleo, maré vermelha, floração de algas tóxicas ou surtos de doenças transmitidas pela água também podem tornar a praia imprópria para banho.

Em Itanhaém (dozes praias analisadas) e Mongaguá (sete praias), há apenas uma praia própria para banho em cada município, sendo a Estância Balneária e a Praia Santa Eugênia, respectivamente.

Os banhistas podem verificar a qualidade da praia de várias maneiras. A Cetesb disponibiliza em seu site um mapa interativo com a classificação das praias em tempo real, e também há placas informando a qualidade da água (veja acima)

Veja outras orientações para evitar viroses:

Evite alimentos mal cozidos

Mantenha os alimentos bem refrigerados, com atenção especial às temperaturas dos refrigeradores e geladeiras dos supermercados onde os alimentos ficam acondicionados

Leve seus próprios lanches durante passeios ao ar livre

Observe bem a higiene de lanchonetes e quiosques

Lave as mãos antes de se alimentar

Tenha atenção redobrada com comidas em self-service

Beba sempre água filtrada

Não consuma gelo, “raspadinhas”, “sacolés”, sucos e água mineral de procedência desconhecida

Sintomas de doenças transmitidas por água e alimentos:

Diarreia

Mal-estar geral

Dor abdominal

Náusea, vômito e febre

VÍDEOS: g1 em minuto Santos

Vasco x Flamengo: quais jogadores têm mais chance de fazer gol na semifinal do Carioca? Veja análise

Vasco e Flamengo colocam suas principais peças em campo para medir forças, hoje, às 17h45, no Estádio Nilton Santos, pelo primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca. O cruz-maltino conta com a pontaria do artilheiro do Estadual, Pablo Vegetti, enquanto o rubro-negro tem o melhor ataque sob o comando de Filipe Luís e busca manter a invencibilidade de oitos jogos sem perder para o rival. Além do resultado, fica a questão: quem vai fazer o gol no “Clássico dos Milhões”? O EXTRA reuniu dados recentes que indicam os prováveis protagonistas do confronto.

Melhor aproveitamento

O atacante Bruno Henrique faz jus à fama de “Rei dos Clássicos”. O camisa 27 balançou as redes nove vezes em 19 jogos contra o Vasco, o que representa um aproveitamento de 47%. Já no cruz-maltino, Philippe Coutinho, que retornou a São Januário no segundo semestre do ano passado, tem o melhor retrospecto, com um gol em duas partidas (50%). Logo atrás, Vegetti também marcou, só que em cinco duelos, o equivalente a 20%.

Artilheiros na temporada

Sob o status de artilheiro do Carioca e do Vasco no ano, Vegetti já deixou claro que sabe bem o caminho das redes. Nesta temporada, já são sete gols em nove jogos (média de 0,7), sendo seis deles no Estadual e um na Copa do Brasil. Ele chega ao clássico embalado ao marcar nas duas últimas partidas (Botafogo e União Rondonópolis-MT).

Com a ausência de Pedro, que segue em recuperação de grave lesão no joelho esquerdo desde a temporada passada, o rubro-negro carece de uma referência técnica como centroavante, o que, ao mesmo tempo, não significa que o desempenho do setor ofensivo caiu de rendimento. Não à toa, é a equipe que mais balançou as redes no Carioca (25 gols em 11 confrontos). O goleador da temporada é o jovem atacante reserva Wallace Yan, de 20 anos, que marcou quatro vezes, enquanto Bruno Henrique e Luiz Araújo, que deixou sua marca na última rodada contra o Maricá, vêm logo atrás com 3 gols para cada.

Últimos cinco confrontos

Bruno Henrique, Everton Cebolinha e Gerson fizeram dois gols na soma dos últimos cinco clássicos contra o Vasco. No até então único jogo pelo Carioca de 2025, os dois primeiros decretaram a vitória rubro-negra por 2 a 0 diante do rival. Eles também marcaram na goleada histórica por 6 a 1, no Brasileirão de 2024. Do lado cruz-maltino, apenas Coutinho e Vegetti foram às redes, no primeiro e segundo turno, respectivamente, do campeonato nacional do ano passado.

Lei do ex

Temida no futebol brasileiro, a famosa “Lei do ex” — expressão usada quando um jogador marca um gol contra seu ex-time — pode marcar presença no clássico entre Vasco e Flamengo. O volante Hugo Moura, formado nas categorias de base do rubro-negro, tornou-se atleta do Vasco na temporada passada. Também com passagens por Athletico-PR e Coritiba, ele já enfrentou o ex-clube sete vezes na carreira, com um retrospecto de duas vitórias, dois empates e três derrotas, sendo duas com a camisa cruz-maltina. Até mesmo por conta da posição no campo, tem apenas três gols em 47 jogos e ainda não balançou as redes diante do rival até aqui.

Momento de liberdade sexual do Carnaval brasileiro vem de uma sociedade rigidamente repressora, diz pesquisador

No Carnaval de 1964, as rádios e as ruas brasileiras começaram a tocar sem parar a marchinha Cabeleira do Zezé, de João Roberto Kelly.

– Será que ele é, será que ele é?

A resposta para a pergunta era (e ainda é) entoada em uníssono por foliões Brasil afora:

– Bicha!

Dependendo de quem gritava, porém, a resposta recebia contornos diferentes, como registrou o professor e historiador americano James Green em seu livro Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX (Editora Unesp).

Embora os foliões heterossexuais entoassem a palavra com uma conotação pejorativa, os frequentadores dos bailes gays da época, especialmente no Rio de Janeiro, gritavam o mesmo, mas como uma afirmação de sua identidade sexual.

Durante muito tempo, no Brasil, aqueles quatro dias de folia de Carnaval eram a única oportunidade de homossexuais e pessoas trans (mesmo que, naquela época, não se afirmassem dessa forma) demonstrar publicamente algum tipo de transgressão aos padrões da sociedade.

Não era só nos bailes fechados com concursos de fantasia — que tinham cobertura garantida nas principais revistas do país —, mas também em cortejos de homens vestidos de Carmen Miranda ou em filmes eróticos gays produzidos por estrangeiros que voltavam do país impressionados com a nossa “liberdade” tropical.

Essas imagens, diz Green em entrevista à BBC News Brasil, reforçavam “estereótipos sobre o Brasil, como se fosse um país super aberto, liberal, sem considerar o fato que é uma cultura muito conservadora em vários sentidos, apesar dessa liberdade que tem durante os dias do Carnaval”.

O Carnaval vendeu, então, dentro e fora do país, a imagem de uma convivência pacífica da sociedade brasileira com a homossexualidade e a bissexualidade.

Para Green, que é professor de história do Brasil na Universidade Brown, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, isso mostra a complexidade religiosa-festiva que é parte da sociedade brasileira.

“De um lado, há essa sociedade católica, evangélica, conservadora, com uma valorização enorme da família nuclear, e, do outro lado, esses momentos de escape, de liberdade, em que as pessoas aproveitam para se sentir mais relaxadas numa sociedade rigidamente hierarquizada e repressora”, defende o brasilianista, também fundador no país do movimento Somos: Grupo de Afirmação Homossexual, em 1978 e autor de livros sobre a ditadura militar no Brasil.

O brasilianista James Green vai desfilar no Carnaval de SP em 2025

Além da ironia de um país conservador abraçar a festa numa dimensão nacional, a permissividade temporária também escondia uma realidade muito mais dura para pessoas gays e, especialmente, negras durante o restante do ano, defende o pesquisador.

“Esse momento de liberdade é muito ligado ao fato de que o Brasil era um Estado baseado na escravidão”, conta Green.

“As pessoas escravizadas aproveitavam as festas religiosas católicas para poder ter uma folga, não trabalhar e ter uma certa afirmação da sua cultura, de sua liberdade relativa”, continua.

“Isso é um elemento apropriado pelos homossexuais (especialmente homens que se relacionavam com outros homens) também desde o século 19.”

Para o professor, que viveu dezenas de carnavais brasileiros, em 2025 reina uma atitude de mais tolerância aos homossexuais na sociedade e uma ampliação de espaço no próprio Carnaval, da Sapucaí a Olinda.

Mas, como escreveu no próprio livro, “a reação das autoridades e do público tem oscilado entre a aceitação e a repressão, entre a curiosidade e a repulsa”.

Não é raro encontrar nas redes sociais posts, na maioria em tom de humor, sobre haver muitos LGBTQIA+ no Carnaval — e de que não haveria mais espaço para os heterossexuais.

“O movimento criou uma noção de visibilidade e ocupação dos espaços, mas que incomoda as pessoas que acham que quem tem direito a ocupar esses espaços são elas”, diz.

James Green volta mais uma vez ao Brasil neste Carnaval, agora para desfilar pela escola de samba Terceiro Milênio, que traz ao carnaval de São Paulo o enredo “Muito além do Arco-íris”, sobre o movimento pelos direitos LGBTQIA+ no Brasil.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista à BBC News Brasil:

BBC News Brasil – No início do século 20, segundo sua pesquisa, o Carnaval era um momento em que as pessoas LGBTQIA+, principalmente homens que se relacionavam com outros homens, podiam ser quem elas eram. Ao mesmo tempo, isso disfarçava um período muito mais complexo e violento para essa comunidade durante o resto do ano, fora do período carnavalesco. No Brasil de 2025, esse cenário complexo se mantém?

James Green – Eu acho que reina hoje entre a maioria da população uma atitude de tolerância, aceitação e até identificação e abraços a pessoas LGBTQIA+. Um exemplo é a aceitação da parada LGBTQIA+ em São Paulo e das mais de 300 paradas em todo o país. Porém, ao mesmo tempo, ainda existe uma violência, uma agressividade. Isso foi incentivado nos últimos oito anos pela extrema-direita, que mobilizou parte da sua base no ódio contra as pessoas LGBTQIA+.

Então, de um lado, há muito mais aceitação, não somente durante o Carnaval, mas ao longo do ano; ao mesmo tempo, existe essa violência. Infelizmente, isso é um fenômeno internacional, como foi visto agora, com o presidente [dos EUA] Donald Trump, que acabou decretar que as pessoas trans são proibidas de existir, não podem ter identidade, não tem direito à existência. Isso está acontecendo nos Estados Unidos e no Brasil há pessoas que gostariam de fazer o mesmo.

Então, eu acho que nada está garantido. Mesmo com essa tal tolerância que eu estou notando, há grande possibilidade de um recuo ou de perder os avanços que houve nos últimos 40, 50 anos.

BBC News Brasil – Mas o Carnaval, especificamente, segue sendo o momento de pessoas LGBTQIA+ transbordarem e colocarem para fora aquilo que se é?

Green – Sim. Eu conheço vários homens que se autodeclaram heterossexuais, mas durante o carnaval elas beijam outros homens; ou pessoas que se declaram bissexuais, mas que estão transgredindo muito o padrão de vida que levam durante o resto dos dias do ano. Então, acho que existe um espaço para as pessoas se liberarem, ficarem mais à vontade, com novas maneiras de pensar no seu gênero, sua sexualidade durante o Carnaval, porque, teoricamente, tudo é permitido.

Pesquisa de Green para o livro começou nos anos 1990, quando ele voltou ao Brasil após morar no país por cinco anos

BBC News – Essa ideia de que tudo é permitido, de transgressão e libertinagem no Carnaval é algo brasileiro ou a gente importou de outras partes do mundo?

Green – É algo que existe em qualquer lugar que festeja o Carnaval, como o Caribe, onde a influência afrodescendente era muito forte e que, combinado com a cultura hispânica, cria um tipo de Carnaval diferente do Brasil, mas com essa libertinagem também, essa abertura. Também em Nova Orleans [nos EUA], de outra maneira, que tem a tradição de Carnaval francesa, mas também com essa possibilidade de uma libertação durante esses dias.

Então, eu acho que não é somente o Brasil. Mas, no Brasil, isso vai reforçando estereótipos sobre o país, como se fosse um país super aberto, liberal, sem considerar o fato que é uma cultura muito conservadora em vários sentidos, apesar dessa liberdade que tem durante os dias do Carnaval.

BBC News Brasil – No seu livro Além do Carnaval, o senhor escreve que o Brasil durante muito tempo passou essa imagem para o exterior de uma convivência pacífica com os homossexuais, como se fosse quase um paraíso para essa população. O Brasil ainda passa essa imagem?

Green – Passa. E as pessoas que vão passar carnaval no Rio ou outro lugar, se não tiverem um inconveniente, um celular roubado, um assalto ou uma coisa desagradável, voltam promovendo o Carnaval como a maior festa do mundo. E, realmente, o Carnaval do Rio é uma das melhores festas do mundo, embora tenha carnavais muito especiais também em Salvador, Olinda, São Paulo.

BBC News Brasil – Como o senhor mencionou, o Brasil, eleitoralmente, tem se mostrado um país muito conservador. Ao mesmo tempo, boa parte da população participa do Carnaval, inclusive muitas pessoas cristãs. O que explica essa tolerância nesses quatro dias? Ela é forçada?

Green – Eu não sei dizer, porque não fiz uma pesquisa intensa sobre a opinião de pessoas que estão olhando os blocos. Eu não acho que os evangélicos estão brincando numa boa durante o Carnaval. Acho que eles estão em retiros, fazendo outras coisas e rezando para não serem tentados a um pecado. Acho que esse setor não está tolerante. Quem é tolerante é a pessoa evangélica que tem um filho ou filha gay, trans e lésbica. E a família tem que resolver: ou expulsar essa pessoa da casa, ou aceitar. E muitas vezes aceita.

Mas acho que esse momento de liberdade é muito ligado ao fato de que o Brasil era um Estado baseado na escravidão. As pessoas escravizadas aproveitavam as festas religiosas católicas para poder ter uma folga, não trabalhar e ter uma certa afirmação da sua cultura, de sua liberdade relativa dentro desse momento, enquanto no resto do ano trabalhava duro, fosse na cidade ou no campo. Então, o Carnaval, nesse sentido, foi um alívio para as pessoas mais pobres. O carnaval do Rio, desde o século 19, era esse momento de fazer coisas que não se podia fazer durante o resto do ano. Então, acho que isso é um elemento apropriado pelos homossexuais também desde o século 19, se não antes.

BBC News Brasil – Então, talvez essa nossa libertinagem, entre aspas, no Carnaval vem desse país tão repressivo para certas populações?

Green – Exatamente. De um lado, há essa sociedade católica conservadora – hoje em dia, católica, evangélica, conservadora- com uma valorização enorme da família nuclear, tudo isso, e do outro lado, esses momentos de escape, de liberdade, em que as pessoas aproveitam para se sentir mais relaxadas numa sociedade rigidamente hierarquizada e repressora.

Mas isso também é complicado. Por exemplo, a maneira que a música de Carnaval valoriza a mulata, a mulher de várias origens raciais, reflete a mulher escravizada como um objeto de sexualidade, violada durante o período de escravidão.

A imagem desse tipo de mulher cria um ícone nacional que, na verdade, no fundo, no fundo, representa uma série de desejos perversos da época do carnaval, da escravidão. Então, o Carnaval é muito complexo, não é uma coisa única. Há várias camadas de sentimentos e sentidos que estão embutidas na festa

BBC News Brasil – Antes da nossa conversa, fiz uma busca nas redes sociais sobre o que as pessoas estavam falando sobre carnavais e LGBTQIA+ e encontrei vários comentários, principalmente de mulheres e muitos em tom de humor, reclamando que ‘só tem gay no carnaval’. Como você enxerga esse incômodo, mesmo disfarçado de humor?

Green -É a noção da heteronormatividade, onde tudo que é considerado normal é hétero. Então, quem não é e foge dese padrão, é marginalizado.

Acho que, de um lado, o movimento criou uma noção de visibilidade e ocupação dos espaços, mas que incomoda as pessoas que acham que quem tem direito a ocupar esses espaços são elas. Então isso é parte do rechaço que está sendo expressado por essas pessoas.

Elas querem reafirmar o seu machismo e domínio do espaço. Nós, que não necessariamente nos encaixamos nessa realidade, somos incômodos, mesmo durante as brincadeiras de carnaval.

Baile no carnaval de 1988, no Rio

BBC News Brasil – Na cobertura do Carnaval gay do passado, a gente vê as fotos na imprensa da época basicamente de homens vestidos de mulher e dos bailes, principalmente para homens gays. Onde fica o papel das mulheres lésbicas, de homens trans? Não havia uma cobertura?

Green – Nos anos 1950, começou a ter bailes de carnaval dirigido ao público LGBTQIA+, basicamente homens gays. A Manchete, que era a revista mais popular, sempre mandava os fotógrafos para tirar fotos das pessoas com fantasias, a maioria sendo homens com fantasias de mulher. E você criava no imaginário nacional a ideia de que os bailes eram só de travestis, de homens vestidos de mulheres. E não era a realidade.

Quando eu fiz a pesquisa para o meu livro, eu tive acesso aos arquivos da Manchete, com fotos dentro dos bailes no Teatro São Luiz, na Praça Tiradentes. Pelas imagens, 95% das pessoas dentro do teatro estavam vestidas com roupa masculina, não com fantasia de mulher. Porém, a imagem que se criava era de que Carnaval era só de travestis.

Mas para essas pessoas – homens querem se vestiam de mulher, que hoje em dia talvez a gente chamasse de trans, mas não tinha necessariamente essa identidade -Carnaval é fundamental.

É um momento onde as pessoas podem se montar, mesmo pessoas que não estão com uma fantasia ou que tinham uma noção de querer manter essa apresentação pública ao longo do ano, mas que pelo menos queriam brincar com essas mudanças de apresentações de gênero durante o Carnaval.

Isso existe muito, tanto para homens querendo vestir-se de mulher, para as trans que se sentem muito mais à vontade nesse momento sem a repressão, porque tudo é permitido entre aspas, e as lésbicas que também querem brincar disso.

Como as mulheres lésbicas eram muito mais marginalizadas, sempre com menos acesso ao espaço público, o Carnaval é um momento privilegiado para elas organizarem blocos e brincar com sua companheira, suas amigas.

Mas a visibilidade gay é muito maior, em parte porque os homens sempre ocuparam o espaço público. A sua paquera, sua maneira de encontrar com outros, também acontecia no espaço público, nas ruas da cidade. Então, eles são muito mais acostumados a ocupar esse espaço, enquanto as mulheres, por todas as restrições sociais, não têm necessariamente essa abertura de fazê-lo.

Cortejo de corso o Rio, no início do século 20

BBC News Brasil – O fato de a visibilidade na mídia das pessoas LGBTQIA+ na época estar muito relacionado ao Carnaval de certa forma atrelou esse grupo apenas à festa e “libertinagem”, atrapalhando o movimento de ser visto como algo “sério” na busca de direitos?

Green – Acho que hoje em dia, como estamos em tudo quanto o lugar, cada vez mais visível, o Carnaval é um momento muito especial para essa celebração, porque, na verdade, independentemente da sua capacidade de ser assumido para a sua família, todos os dias você enfrenta agressividade, comentários insensíveis.

Então, o Carnaval ou a parada são momentos de afirmação, de dizer que “estamos aqui”, pelo menos nesse espaço, com a liberdade que merecemos todos os dias do ano. Então, é uma afirmação muito forte ainda para as pessoas, mesmo as pessoas como eu, que estão assumidas para todo mundo há muitos anos. É um espaço especial onde me sinto muito mais livre, então acho que isso é importante.

Quando surge o movimento, eu era mais da linha política, aquela que, para fazer uma coisa, tem que ter uma faixa, com reivindicações claras, palavras de ordem. E eu percebi que isso não é a maneira que o brasileiro e a brasileira entendem a sua realidade.

Nossa realidade é afirmar nossa alegria contra essa violência, essa agressividade, que enfrentamos todos os dias. [Festejar] é uma maneira de lidar com isso

Então, nossas paradas, que têm um caráter reivindicativo, também é uma afirmação ao nosso direito de existir, que é uma reivindicação elementar para qualquer pessoa. Essa afirmação é super politizada. Claro, não é contra tal lei ou a favor de tal candidato, mas é para transformar a sociedade, obrigar a sociedade se transformar com nossa presença, nossa afirmação.

‘Quem sustenta o Carnaval somos nós aqui embaixo’, diz costureiro que trabalha das 9h ‘até o corpo aguentar’ no Rio

Quando os holofotes iluminarem a Marquês de Sapucaí na sexta-feira de carnaval, no Rio de Janeiro, alegorias e fantasias das escolas da Série Ouro encantarão o público no Sambódromo, com ingressos esgotados para os desfiles.

Mas os holofotes não mostram as condições precárias e insalubres enfrentadas por milhares de trabalhadores do carnaval da Série Ouro, a segunda divisão do carnaval carioca, para as quais o recente incêndio em uma fábrica de fantasia na zona norte do Rio chamou atenção.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está apurando o episódio e os “indícios de trabalho degradante” no local.

“Quem sustenta eles lá em cima somos nós aqui embaixo”, diz à BBC News Brasil o aderecista Milton (nome fictício), que trabalha há dez anos no setor.

“Sabemos que o governo repassa um bom dinheiro para o carnaval. Nós somos a parte baixa da pirâmide e não conseguimos absorver nada disso. Mas precisamos trabalhar”, afirmou, pedindo para não ser identificado.

Milton dava os acertos finais um carro alegórico da Série Ouro na tarde da última segunda-feira, suado e com os tênis calçados pela metade, os calcanhares empoeirados para fora, cercado de cabos elétricos e restos de material no chão. Ele pega no serviço às 9h e diz ficar “até o corpo aguentar”.

“As condições são muito ruins. Aqui não tem bombeiro, segurança, não tem nada. A gente vive pela sorte. A gente gosta do que faz, mas está aqui pelo dinheiro, para levar o pão de cada dia para casa. Daqui sai o meu dinheiro de aluguel. É temporário? É. Mas estou desempregado e é o que tem para trabalhar honestamente”, afirma.

A sazonalidade do carnaval garante seu aluguel por pelo menos mais alguns meses após a festa.

Perguntado quanto ganha, Milton abaixa a cabeça e sussurra — “você não vai acreditar.”

Como aderecista, diz receber R$ 700 por quinzena da escola, sem incluir vale-transporte nem refeição. Isso para trabalhar de segunda a sábado. São R$ 58,33 por dia. Para conseguir economizar, ele trabalha dobrado. Depois de terminar a jornada nesta escola, às 20h, começa o turno em outro barracão na vizinhança, onde recebe o mesmo valor por quinzena para trabalhar, madrugada adentro.

Ter teto já é vantagem

A fachada dos barracões da Inocentes de Belford Roxo e Porto da Pedra em edificações abandonadas na Via Binário, região portuária do Rio

A reportagem da BBC News Brasil visitou diversos barracões de escolas da Série Ouro, o antigo grupo de Acesso, na região portuária do Rio, na Gamboa, improvisados em prédios abandonados ou terrenos a céu aberto.

Os problemas relatados por trabalhadores incluem a presença de ratos, gambás, mosquitos e morcegos, além de casos de insolação por longas horas de trabalho com o sol a pino.

Na movimentada Via Binário, o esqueleto de concreto de um antigo galpão abriga dois barracões lado a lado, cujas fachadas, vazadas para a rua, foram fechadas com portas de ferro grafitadas. Entre os problemas enfrentados ali estão infiltração que causa mofo no teto e goteiras sobre as alegorias quando chove; falta de janelas, ventilação e iluminação precária; e sujeira e muito calor.

Um dos barracões na via é da Unidos do Porto da Pedra, escola do município de São Gonçalo. Ali, o movimento de trabalhadores era pequeno na última segunda-feira, os carros alegóricos quase prontos para o desfile deste sábado.

“O Grupo Especial seria o paraíso, e a Série Ouro é o purgatório”, resume o carnavalesco Mauro Quintaes, da Porto da Pedra.

“É da Série Ouro que vai sair a escola que vai desfilar no grupo Especial no ano seguinte. Ela precisa de um mínimo de estrutura para ascender, mas às vezes ascende sem nenhuma.”

Quintaes tem quarenta anos de experiência no carnaval, em escolas das duas divisões.

“Tenho sorte que meu espaço no Porto da Pedra é coberto, tem estrutura, banheiros. Mas há escolas fazendo o carnaval no tempo, em terrenos baldios, à mercê da chuva. É muito sacrificante.”

Nessas condições, diz, higiene e segurança do trabalho também são prejudicados. A remuneração dos trabalhadores também diminui bastante do Grupo Especial para a Série Ouro, porque as escolas têm muito menos recursos.

Essa realidade convive lado a lado com a Cidade do Samba, inaugurada em 2006 na Gamboa para abrigar as escolas da primeira divisão do carnaval, com galpões enormes e bem-estruturados, subdivididos para as diversas etapas de confecção de carros, alegorias, fantasias. O abismo entre os dois mundos, na descrição de um trabalhador da Série Ouro que não quis se identificar, é um “Grand Cânion”.

Cidade do Samba 2

Cristiano Bara, carnavalesco da Inocentes de Belford Roxo: ‘Nossa estrutura não é boa para a produzir esse espetáculo tão grandioso que o mundo inteiro conhece’

O barracão da Inocentes de Belford Roxo fica logo ao lado do da Porto da Pedra, no mesmo esqueleto de concreto. Ao atender a reportagem na porta de ferro na entrada, uma nuvem de purpurina de repente parecia envolver o carnavalesco Cristiano Bara – mas era poeira vindo da rua, as partículas iluminadas pelo sol quente da tarde.

Bara, assim como outros carnavalescos ouvidos pela BBC News Brasil, acompanha com entusiasmo as notícias sobre a construção da Cidade do Samba 2, que será batizada de Fábrica do Samba Rosa Magalhães.

Antiga promessa da prefeitura do Rio, o projeto finalmente teve sua pedra fundamental colocada no ano passado na antiga Estação Leopoldina, na região central do Rio.

Bara, que neste ano está fazendo o seu 36º carnaval, estava na cerimônia de lançamento, e saúda a iniciativa do prefeito Eduardo Paes. O espaço abrigará 14 galpões para as escolas da Série Ouro, e tem entrega prevista para 2027.

“Esse espaço vai melhorar muito o processo de criação e de construção do carnaval da Série Ouro. Nossa estrutura não é boa para a produzir esse espetáculo tão grandioso que o mundo inteiro conhece”, dizia Bara enquanto colava fitas douradas em volta de conchas de búzios artificiais, na luz fria e fraca dentro do barracão.

“O carnaval movimenta muito a economia. Fortalecer a Série Ouro é como botar mais fermento no bolo. Vamos vender mais ingressos, fazer alegorias maiores e gerar mais renda, emprego e bem-estar para as pessoas. A gente precisa muito desse espaço.”

O carnavalesco Marcus Paulo, da Estácio de Sá, afirma que, enquanto não sai a “muito tardia” Cidade do Samba 2, os profissionais da Série Ouro encontram “muitas dificuldades”. Ele também se considera sortudo por ter um barracão com teto e banheiro. Já vivenciou os extremos, tanto na Cidade do Samba quanto em espaços mais precários.

“Já trabalhei em escolas com condições horríveis. Espaços invadidos, cedidos, insalubres, sem banheiro nem instalação. Mas sempre com a cobrança de entregar desfiles de excelência no maior espetáculo a céu aberto na terra”, relata.

“O principal material para produzir esse espetáculo somos nós, as pessoas. Ele não pode existir em detrimento do material humano”, diz Paulo.

Assim como as escolas do Grupo Especial, as da Série Ouro competem no Sambódromo, onde desfilam na sexta e sábado de carnaval. A vencedora na categoria “sobe”, ganhando uma disputada vaga no Grupo Especial no ano seguinte (o que explica o antigo nome, Grupo de Acesso).

De acordo com a Riotur, a Empresa de Turismo do Município do Rio, para o carnaval de 2025, a prefeitura repassou R$ 2,15 milhões para cada escola do grupo Especial. Já as da Série Ouro receberam R$ 925 mil cada.

Tragédia anunciada

Uma pessoa morreu e 21 ficaram feridos em incêndio na Maximus Confecções, em Ramos, que produzia fantasias encomendas por três escolas da Série Ouro

No dia 12 de fevereiro, o incêndio em uma fábrica de fantasias escancarou a precariedade da cadeia produtiva do carnaval do Rio.

O fogo na Maximus Confecções, em Ramos, que produzia fantasias encomendas por três escolas da Série Ouro – a Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu – deixou 21 funcionários feridos e causou a morte de um deles, Rodrigo de Oliveira.

O desespero das pessoas presas no prédio, tentando escapar por estreitos basculantes nas janelas esfumaçadas, comoveu o país. O espaço funcionava sem alvará do Corpo de Bombeiros.

O caso trouxe à tona uma realidade de jornadas de trabalho longas e precárias, com arranjos informais.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para apurar as condições laborais na fábrica e relatos de que havia “trabalhadores que dormiam no local, inclusive adolescentes, havendo indícios de trabalho degradante”, como o órgão afirmou em nota.

“É vergonhoso a festa que apresenta o Rio de Janeiro e o Brasil ao planeta ser forjada na exploração de uma mão de obra mal remunerada, sem direitos, condições de saúde nem segurança no trabalho”, escreveu a colunista Flávia Oliveira no jornal O Globo.

As três escolas que perderam as fantasias no incêndio não quiseram conceder entrevistas para a reportagem. Em notas, afirmaram lamentar profundamente o incêndio e estar “focados em garantir a segurança de todos os envolvidos neste acidente”.

A Liga RJ, que representa a Série Ouro, também negou entrevista. Em nota, expressou solidariedade às agremiações atingidas, prometeu apoio às pessoas feridas no incidente e afirmou que a Maximus “desempenha um papel fundamental no fornecimento de materiais para as escolas de samba”. Desde o incêndio, a confecção não se pronunciou.

Motor da economia

Desfile da Viradouro em 2024, quando escola foi campeã do Grupo Especial; carnaval do Rio já sofreu pelo menos sete incêndios desde 1988

Em 2024, o carnaval movimentou R$ 5 bilhões na economia no Rio, gerando cerca de R$ 200 milhões em arrecadação de ISS pelos serviços ligados à festa, de acordo com o Carnaval de Dados, relatório anual da prefeitura que levanta números do evento.

“As pessoas adoram arrotar que o carnaval é o maior espetáculo da terra, mas a realidade é que ele ainda é feito de forma absolutamente mambembe e sem segurança para os seus trabalhadores”, diz o jornalista e pesquisador de carnaval Fábio Fabato.

O carnaval do Rio já sofreu ao menos outros sete incêndios de 1988 para cá, afetando tanto escolas do Grupo Especial quanto da Série Ouro.

Para Fabato, o episódio mais recente não surpreende porque a indústria do carnaval não se profissionalizou – e quem sofre são os trabalhadores. A pandemia foi um exemplo da falta de proteção à categoria.

“As pessoas ficaram desassistidas e uma grande turma chegou a passar fome. Essa cadeia industrial é real, mas ainda não tem acesso a carteira assinada, seguridade social, um abraço de verdade aos trabalhadores”, afirma.

Para ele, o governo precisa apoiar o carnaval com mais consistência e previsibilidade. As escolas frequentemente se queixam de receber subvenções em cima da hora, fazendo com que o trabalho se acumule nas semanas antes do desfile. Por outro lado, afirma Fabato, as autoridades também precisam exigir contrapartidas na aplicação desses repasses.

“O poder público tem que cobrar transparência das escolas na aplicação desses recursos e um abraço aos trabalhadores. As ligas também precisam ser cobradas. Para onde está indo o dinheiro que recebem da venda de ingressos, e com toda a camarotização da avenida?”, questiona.

De acordo com a Riotur, as escolas de samba fazem uma prestação de contas dos repasses, mas no caso das Séries Ouro, Prata e Bronze – respectivamente, a segunda, terceira e quarta divisões do carnaval do Rio – isso é feito diretamente com as ligas responsáveis por cada grupo, que fazem a distribuição do repasse para as agremiações.

O órgão informa ainda que o processo de liberação dos repasses da prefeitura depende da documentação enviada por cada escola. “Com isso, o fluxo de pagamento pode variar, já que esse repasse só ocorre após a análise e aprovação da documentação específica de cada agremiação e, a partir daí, são feitas as publicações no Diário Oficial”, explica a Riotur.

Após o incêndio, o prefeito Eduardo Paes anunciou o repasse de mais R$ 400 mil a cada uma das três escolas afetadas – que não poderão ser rebaixadas neste carnaval. Afirmou ainda que levaria adiante uma proposta para exigir que as escolas respeitem direitos trabalhistas e segurança de trabalho como contrapartida para a subvenção pública. O governador Claudio Castro também determinou um patrocínio adicional à Série Ouro, no valor de R$ 3 milhões.

Ao visitar os escombros da fábrica no dia do incêndio, Paes destacou a importância da construção da Cidade do Samba 2 como uma “necessidade” para assegurar espaços de trabalho adequados às escolas.

“A gente vai vendo essas escolas espalhadas por aí, sem saber quantos lugares podem ser parecidos com esse nesse exato momento”, afirmou à imprensa, alegando que nenhum órgão “vai conseguir fiscalizar tudo”. Paes falou em “punição gravíssima” após a apuração de responsabilidades.

Contratos ‘de boca’

Às vésperas do carnaval, os barracões visitados pela BBC News Brasil evidenciavam como a cadeia produtiva das escolas de samba está distante de padrões de segurança estruturas adequadas ao trabalho presentes em outras indústrias.

Equipamentos de proteção individual, rotas de fuga, uniformes, refeitórios, bebedouros, ou mesmo contratos de trabalho, não fazem parte daquela realidade.

Na segunda-feira, em um terreno a céu aberto com vista para a monumental Cidade do Samba logo do outro lado da rua, trabalhadores faziam os acertos finais nas alegorias de duas escolas que dividem o mesmo espaço, uma da Série Ouro, outra da Série Prata.

Esta última é a terceira divisão do carnaval do Rio, que dá acesso à Série Ouro e tem ainda menos recursos, desfilando na Estrada Intendente Magalhães, na zona norte.

Na falta de um teto, as duas escolas usam lonas para cobrir os carros alegóricos quando há ameaça de chuva. Já para o sol escaldante das últimas, não havia remédio.

“Fazemos isso por amor ao carnaval, mas não é fácil enfrentar essas adversidades. Não é para todo mundo”, relatou Carlos (nome fictício) enquanto comia seu almoço segurando uma quentinha de alumínio à sombra de um carro alegórico.

Ele trabalha como aderecista no carnaval desde 2008, por empreitada, em contratos sempre firmados “de boca”. Afirma nunca ter tido problemas, mas já soube de outros empreiteiros que subcontrataram funcionários e deixaram de pagá-los. Pragas como ratos e gambás são comuns por ali, ele diz, e uma das alegorias virou casa de morcegos.

A Tradição, uma das duas escolas que divide o terreno, subiu da Série Prata para a Ouro, onde desfila neste ano pela primeira vez após uma década na terceira divisão.

“A gente se vira como pode”, diz a presidente da agremiação, Rafaela Nascimento.

“Geralmente a verba da prefeitura vem em janeiro, e isso atrapalha muito porque temos tem que correr contra o tempo. Não há como fazer milagre de janeiro para fevereiro a não ser trabalhando em dois turnos”, afirma ela, que prefere ter duas equipes se revezando por dia para evitar jornadas muito pesadas. Ela aluga um outro espaço para o ateliê de costura da escola, este coberto.

“A Cidade do Samba 2 vai ser muito importante para nós, porque todos (as escolas) vão estar de igual para igual, e porque vai dar mais dignidade para os trabalhadores”, afirma Nascimento.

O novo espaço beneficiará a ampla gama de profissionais que constroem o carnaval, do barracão para o mundo – borracheiros, mecânicos, ferreiros, carpinteiros, costureiras, escultores, pintores, aderecistas, iluminadores.

“A maioria das pessoas que trabalha no carnaval sai do ramo assim que consegue um trabalho com carteira assinada. Já perdemos muita gente de talento”, lamenta Carlos. “Todo mundo ganha com o carnaval. O problema é que ninguém quer dividir.”

Lula enaltece trabalho com Tarcísio, mas diz que relação não é ‘casamento’ e governador brinca: ‘ainda bem’

O presidente Lula e o governador de SP Tarcísio de Freitas participaram nesta quinta-feira (27), em Santos, do lançamento do edital do Túnel Santos-Guarujá, obra com investimento estimado em R$ 6 bilhões.

O projeto da ligação seca prevê a construção de um túnel submerso com 870 metros de extensão, que atravessa o canal do Porto de Santos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enalteceu o trabalho em conjunto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante um discurso sobre união de esforços em prol da população feito nesta quinta-feira (27), em Santos (SP).

O petista, porém, brincou que a relação não representava um pedido de casamento. Nas imagens, captadas pela TV Tribuna, afiliada da Globo, é possível ver o governador respondendo em tom bem-humorado: “Ainda bem”.

O discurso foi feito durante o lançamento do edital do Túnel Santos-Guarujá no Parque Valongo, em Santos (SP). Lula citou a necessidade de compartilhar esforços para garantir melhorias à população.

“Não é possível a gente deixar de trabalhar, sabe, de forma conjunta, de compartilhar esforços, porque eu não gosto de fulano ou fulano não gosta de mim”, afirmou Lula. “Eu não estou propondo casamento para ele, nem ele está propondo para mim. O que estamos propondo é um jeito de trabalhar juntos”.

“Não é possível a gente deixar de trabalhar, sabe, de forma conjunta, de compartilhar esforços, porque eu não gosto de fulano ou fulano não gosta de mim”, afirmou Lula. “Eu não estou propondo casamento para ele, nem ele está propondo para mim. O que estamos propondo é um jeito de trabalhar juntos”.

Troca de elogios

Ex-ministro do governo Bolsonaro (PL), o governador foi o primeiro a se manifestar e, durante o discurso, teceu elogios a Lula pelo compromisso com o andamento do processo que resultará na construção do túnel submerso.

“Desde o início a gente (Tarcísio e Lula) teve as conversas sobre o túnel. O senhor colocou isso tudo com prioridade”. O governador ainda citou uma frase que ouviu do presidente: “Não tá na hora de ter disputa política, nós temos que atender o cidadão. E é o que nós estamos fazendo no dia de hoje aqui, atendendo o cidadão”.

O presidente assumiu o microfone em seguida e ressaltou que a boa relação se faz necessária para que projetos andem e a população seja atendida. “Não é possível a gente deixar de trabalhar de forma conjunta, de compartilhar esforço, porque eu não gosto de fulano, o fulano não gosta de mim”.

“Quando você tem vontade política, você consegue fazer as coisas”, disse Lula, ressaltando que tanto ele quanto o governador têm tido bom entendimento para avançar em obras que vão contribuir com o desenvolvimento do estado e país.

Sobre o túnel

O projeto da ligação seca prevê um túnel submerso de 870 metros, oferecendo uma alternativa rápida de 1,5 minuto entre Santos e Guarujá. Atualmente, os usuários têm duas opções: a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, com 40 km e 50 minutos de viagem, ou a balsa, que leva de 20 minutos a 2 horas, dependendo do tráfego, movimentação no porto e condições climáticas.

Segundo o Governo do Estado, a média diária de pessoas que atravessam os municípios por meio de balsas atualmente é de 78 mil, com mais de 20 mil veículos.

O tempo estimado para a travessia de veículos pelo túnel submerso será de pouco mais de um minuto e meio. A previsão é que aproximadamente 150 mil passem pelo local diariamente.

O trecho vai ligar o cais do Outeirinhos, no bairro Macuco, em Santos, ao distrito Vicente de Carvalho, em Guarujá. Além da passagem de veículos, o túnel contará com uma área de circulação para ciclistas e pedestres. Serão seis vias de pista – três faixas por sentido, sendo uma delas adaptável ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Os estudos referentes ao projeto estão disponíveis para consulta aos interessados no site da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), por meio do processo 195/2024.

Os próximos passos

O consultor portuário Ivam Jardim explicou que as etapas seguintes à publicação do edital geralmente incluem: esclarecimentos, entrega e análise das propostas, julgamento, leilão, homologação, adjudicação, assinatura do contrato e ordem de serviço.

“O edital representa apenas a fase inicial do processo. Ainda há um caminho longo a percorrer, incluindo consultas públicas, ajustes e a definição de detalhes contratuais”, disse o consultor.

“O edital representa apenas a fase inicial do processo. Ainda há um caminho longo a percorrer, incluindo consultas públicas, ajustes e a definição de detalhes contratuais”, disse o consultor.

Jardim ressaltou que só a partir da publicação do edital o rito de execução da obra será definido. “É importante destacar que grandes projetos de infraestrutura demandam tempo para que todas as etapas sejam cumpridas com transparência e segurança jurídica. O início efetivo da construção dependerá da finalização desses trâmites”.

As etapas

Publicação do Edital: Esta fase envolve a divulgação oficial do edital de licitação, contendo todas as informações e requisitos para os interessados em participar do processo.

Esclarecimentos: Mesmo antes da publicação do edital, o projeto já passou por consulta pública, onde interessados puderam analisa os documentos e tirar dúvidas. Agora, portanto, o caso segue para a fase de esclarecimentos sobre o documento e a licitação.

Entrega das propostas: Os participantes deverão elaborar e submeter suas propostas dentro do prazo determinado no edital, cumprindo todos os requisitos técnicos, financeiros e jurídicos exigidos.

Análise e Julgamento das propostas: As propostas serão avaliadas com base nos critérios do edital, sendo o principal o maior desconto sobre o valor máximo pago pelo governo, para garantir maior eficiência e benefício à população.

Leilão: Ocorrerá em sessão pública, onde as propostas serão apresentadas e a vencedora será anunciada.

Homologação e adjudicação: Após a conclusão do leilão, o resultado será homologado e o contrato será formalmente atribuído à empresa vencedora, tornando-a responsável pela execução do projeto.

Assinatura do contrato e Ordem de serviço: A etapa final envolve a assinatura do contrato de concessão entre o poder concedente e a empresa vencedora, seguida da emissão da ordem de serviço, que autoriza o início das obras.

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Postagens de influenciadores digitais podem prejudicar a saúde

Influenciadores digitais têm espalhado informações “esmagadoramente” enganosas sobre exames médicos no Instagram e no TikTok. Um novo estudo da Universidade de Sidney, na Austrália, revelou os perigos das postagens sobre saúde nas redes sociais. O trabalho, publicado, ontem, na revista Jama Network Open, analisou cerca de mil postagens sobre cinco exames controversos promovidos por influenciadores para um público de quase 200 milhões de seguidores. Os resultados mostraram que a maioria das publicações não se baseava em evidências científicas, era promocional, envolvia interesses financeiros explícitos e, além disso, abordava raramente o risco dos exames e tratamentos desnecessários.

Os exames divulgados pelos blogueiros incluíam ressonância magnética de corpo inteiro, avaliações genéticas para câncer, análise de amostras de sangue para testosterona, teste de hormônio antimulleriano — feito para avaliar a fertilidade feminina — e investigação da microbioma intestinal. Os autores alertam que esses exames têm evidências limitadas de benefício em pessoas saudáveis.

“A maioria dessas postagens era esmagadoramente enganosa. Esses exames são promovidos como triagem precoce, mas são desnecessários para a maioria das pessoas”, frisou Brooke Nickel, principal autora do estudo e pesquisadora da Faculdade de Medicina e Saúde da Escola de Saúde Pública da universidade.

O estudo revelou que 87% das postagens não mencionaram os riscos desses exames “Eles podem levar a diagnósticos e tratamentos desnecessários, afetando também a saúde mental das pessoas”, afirmou a pesquisadora. Nickel citou o exemplo do teste AMH, que é comercializado como uma forma de medir a fertilidade, mas é considerado pouco confiável por especialistas.

A preocupação, segundo a cientista, é que os resultados possam levar a tratamentos de fertilidade caros e desnecessários. Outro que comumente é divulgado é o de testosterona — frequentemente promovido com alarmismo para vender suplementos do hormônio. “A segurança a longo prazo dessa terapia ainda não é conhecida, especialmente em relação à saúde cardiovascular e mortalidade”, alertou Nickel.

Percentual elevado

Os dados do estudo mostraram que 87% das publicações mencionaram benefícios dos exames, mas somente 15% falaram sobre os danos. 6% mencionaram o risco de sobrediagnóstico ou sobretratamento e a mesma porcentagem apresentou evidências científicas sobre os assuntos, ao mesmo tempo que 34% falaram sobre a própria experiência do blogueiro. Além disso, 68% dos influenciadores tinham interesses financeiros ao promover os exames, como parcerias ou patrocínios.

Conforme Daniela Carvalho, gastroenterologista da clínica GastroCentro, o equilíbrio entre incentivar a triagem preventiva para o diagnóstico precoce e evitar o sobrediagnóstico (quando a doença não apresenta sintomas) e tratamentos desnecessários “é um dos maiores desafios enfrentados pelos médicos atualmente. Os profissionais podem encontrar esse equilíbrio, mantendo-se atualizados e adotando uma abordagem personalizada, baseada em evidências, que envolve comunicação aberta com os pacientes e consideração cuidadosa de fatores de risco individuais.”

Ray Moynihan, coautor do estudo e professor da Universidade Bond, na Austrália, classificou o cenário como uma “crise de saúde pública”. Ele destacou que a desinformação sobre saúde nas redes sociais está agravando o sobrediagnóstico e prejudicando a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Referência profissional

Para Carlos Nunes, coordenador médico geral do pronto-socorro do hospital Anchieta, em Ceilândia, os profissionais de saúde devem atuar como fontes confiáveis de informação, esclarecendo sobre os benefícios e limitações dos exames e tratamentos. “Os exames são de caráter complementar e sozinhos não definem a conduta médica. Além do atendimento clínico, é essencial destacar a importância do papel do médico na educação em saúde, promoção dos pensamentos críticos e desmistificação de informações equivocadas. É necessário ainda, trabalhar em cima do pensamento imediatista dos pacientes sobre procedimentos vendidos com resultado imediato, muitas vezes duvidosos.”

Segundo Tânia Torres Rosa, professora do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB) e doutora em clínica médica, o impacto dos influenciadores na saúde dos seguidores é grande e, infelizmente, deletério na maioria das vezes, sobretudo quando se trata de exames. “Sobrepõem-se o interesse financeiro e uma disputa por likes em relação ao significado científico baseado em evidências. Com isso, resultados e dicas acabam desorientando os seguidores e não há conscientização sobre os riscos. O papel dos profissionais de saúde continua o mesmo: conscientizar o público sobre os riscos e benefícios que envolvem, exames e procedimentos, bem como tratamentos clínicos.”

Análises mais detalhadas revelaram que postagens feitas por médicos, ou influenciadores sem interesses financeiros, que abordaram evidências científicas, tinham mais chances de ser equilibradas e responsáveis. O grupo agora busca formas de regular melhor esse tipo de conteúdo nas plataformas digitais. Josh Zadro, coautor do estudo, ressaltou que “considerando que plataformas como o Instagram estão deixando de verificar os fatos, a necessidade de uma regulamentação mais rígida se torna urgente”.

“Há opiniões sendo formadas a partir de informações vistas nas redes sociais e fornecidas por coaches e influenciadores. Muitas vezes, esses indivíduos não têm formação adequada para passar orientações sérias sobre saúde. Passam orientações e geram práticas perigosas à saúde. O impacto pode ser catastrófico. Essas pessoas não se preocupam com os riscos, muitas vezes acreditam na informação, mesmo sem nenhum embasamento científico. É papel dos profissionais da saúde, sempre baseados em evidências, mostrar aos pacientes que é importante cuidar da saúde e fazer a prevenção de doenças. Mas isso não implica a realização de exames desnecessários ou mal orientados, e definitivamente não significa suplementação ou reposição desnecessárias. O que deve ser feito é o acompanhamento regular, para que um profissional de saúde sério possa realizar essa orientação.”

Lucas Albanaz, professor de medicina do Centro Universitário UNICEPLAC e coordenador médico do Hospital Santa Lúcia Gama

“Há opiniões sendo formadas a partir de informações vistas nas redes sociais e fornecidas por coaches e influenciadores. Muitas vezes, esses indivíduos não têm formação adequada para passar orientações sérias sobre saúde. Passam orientações e geram práticas perigosas à saúde. O impacto pode ser catastrófico. Essas pessoas não se preocupam com os riscos, muitas vezes acreditam na informação, mesmo sem nenhum embasamento científico. É papel dos profissionais da saúde, sempre baseados em evidências, mostrar aos pacientes que é importante cuidar da saúde e fazer a prevenção de doenças. Mas isso não implica a realização de exames desnecessários ou mal orientados, e definitivamente não significa suplementação ou reposição desnecessárias. O que deve ser feito é o acompanhamento regular, para que um profissional de saúde sério possa realizar essa orientação.”

Lucas Albanaz, professor de medicina do Centro Universitário UNICEPLAC e coordenador médico do Hospital Santa Lúcia Gama

“Hotel é muito mais que só quarto” afirma CEO Accor Américas em evento da marca

“Hotel é muito mais que só quarto” afirma CEO Accor Américas em evento da marca (Executivos Accor Americas PM&E – Da esquerda para a direita: Mauro Rial, Abel Castro, Antonietta Varlese, Diego Suarez, Fernando Viriato, Thomas Dubaere, Olivier Hick, André Sena e Priscilla Barcelos (Foto: Divulgação/Accor))

Aconteceu ontem (25) a Coletiva de Imprensa da Accor, com objetivo de apresentar as conquistas da marca no ano de 2024 e as perspectivas para 2025. O evento aconteceu em São Paulo, no hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, e contou com a participação de executivos da Accor e imprensa de diversos lugares do país.

O ano de 2024 foi um ano de diversos desafios internacionais, questões das áras de geopolítica, ecologia e tecnologia geraram grandes impactos nas indústrias, tendo sido o setor hoteleiro um dos grandes afetados. Contudo, mesmo em meio a tantos dilemas, o turismo mundial segue refazendo seus passos. As viagens internacionais retornaram ao nível de 2019 e para 2025 é esperado um crescimento de 3,5%. O Brasil bateu recorde de viajantes internacionais, chegando a 6,65 milhões de turistas vindos de outros países. A expectativa para 2025 é quebrar novamente esse recorde: o país recebeu em janeiro 1,4 milhão de turistas internacionais, um aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Seguindo a mesma linha do turismo internacional, os resultados da Accor Global também apresentaram um aumento significativo em 2024. Foram quebrados diversos recordes estabelecidos no Capital Market Day 2023, um panorama das expectativas para serem atendidas entre 2023-2027. Também foi apontado a resiliência da rede em continuar crescendo nos segmentos de Luxo e Lifestyle mesmo diante dos momentos de crise. Os principais indicadores financeiros permaneceram em linha ou acima das expectativas e além do desempenho financeiro, a Accor fez processos concretos em CSR, ESG e DEI.

Além de apresentar os dados positivos obtidos pela marca no último ano, Thomas Dubaere, CEO Accor Américas, também levantou a importância de observar as tendências que têm dominado o turismo e a necessidade de compreender o desejo dos hóspedes. Por muito tempo, a localização e o preço eram os fatores determinantes na hora de escolher uma hospedagem, contudo, hoje em dia esse cenário tem apresentado grandes mudanças. “Hotel é muito mais que só quarto, é um local para se divertir, se alimentar bem e viver experiências”, afirma Dubaere.

Em uma realidade em que 75% dos viajantes consideram as viagens de lazer como importantes prioridades anuais, os hotéis precisam aprender a se reinventar para se tornarem verdadeiros atrativos para os hóspedes. Entender o desejo do turista é fundamental na tomada de decisões dos hotéis, uma vez que incorporar tendências do mercado gera crescimento de resultados, impactando diretamente nas inovações, no crescimento do portfólio e na disciplina de custos da marca.

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Com tantas tendências em crescimento no mercado do turismo, é preciso realizar uma análise minuciosa e detalhada antes de simplesmente incorporar o que “está em alta”. Dessa forma, a Accor, como gestora hoteleira de um amplo portfólio que contempla marcas de luxo internacionais, marcas premium, marcas populares nas gamas midscale e economy, lifestyle smart concepts e resorts, se empenha para adequar bem o público ao hotel e o hotel ao público. O turista que realiza bleisure (combina viagem de negócios com viagem de lazer) precisa de um ambiente mais tranquilo e pode buscar mais conforto e comodidade do que o turista que está em uma gig tripping (viagem para assistir show), por exemplo. Nas duas situações os hotéis precisam de adequações, tratamentos e estruturas específicas para serem selecionados pelos viajantes e proporcionar uma vivência única para o hóspede.

Cada rede possui seu diferencial, mas estão únidas pelos propósitos fundamentais da Accor de hospitalidade responsável, compromisso com a sustentabilidade e foco em bem-estar. Esses pilares regem a gestão da marca e tem como compromisso transformar o hotel em uma experiência singular para o hóspede, mas também um bom ambiente de trabalho para o colaborador. A hospitalidade responsável é um compromisso com as comunidades e com o mundo, conectando culturas com paixão e generosidade. Antonieta Varlese, SVP Sustentabilidade, afirma: “o posicionamento da Accor em relação a ESG e DEI não é uma tendência passageira. Faz parte da estratégia e do propósito, também é resposta para o hóspede que procura hotéis com valores e objetivos claros”.

A preocupação com o bem-estar perpassa o objetivo de criar um ambiente de trabalho inclusivo e de valorização para o colaborador. Fernando Viriato, SVP Talento e Cultura, afirma: “a história da Accor é construída por pessoas”, por isso a marca investe em programas de inclusão e representatividade, “a diversidade traz força, um pensar diferente, desafia o status quo até na hora de planejar um hotel”, reforça Viriato. Além disso, o executivo ainda assegura que um grande ponto positivo da expansão de franquias é poder proporcionar uma experiência de trabalho ampla e inclusiva para colaboradores de cidades menores.

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O compromisso da Accor com seus valores reflete diretamente nos resultados da marca. Além dos índices positivos em relação ao desempenho financeiro, com aumento de ocupação e média diária e recorde de EBITDA Global no ano de 2024, a Accor também se destacou durante as premiações do Great Place To Work (GPTW), chegando a ficar entre as 20 melhores empresas para se trabalhar na América Latina, e chegou a 36% dos hotéis com certificação ecológica, representando mais de 2000 hotéis pelo mundo, sendo 80 no Brasil.

Outros prêmios incluem o Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São

Paulo para os cases do Canal Mulher – iniciativa disponível no Brasil e recentemente

lançada no Chile e no México, que oferece apoio jurídico, psicológico e social a

colaboradoras em situação de violência – e o de Inclusão de Refugiados. As ações em

prol da comunidade LGBTI+ também foram reconhecidas com o GPTW Diversidade no

Brasil e o selo HRC (Human Rights Campaign) na Argentina, Brasil, Chile e México.

Buscando aumentar ainda mais esse número, a Accor firmou um compromisso com a alimentação sustentável até 2030, com objetivo de oferecer aos hóspedes uma boa experiência gastronômica em seus hotéis, mas garantindo o respeito pelo planeta. Com isso foram firmadas 7 grandes metas para garantir que a política da boa alimentação seja uma realidade em toda a rede nos próximos cinco anos.

Outros marcos relevantes incluem o projeto em parceria com a Fundação Florestal do

Estado de São Paulo, com a participação de 24 hotéis, incentivando os hóspedes a

visitar parques estaduais. Como parte das iniciativas para eliminar itens plásticos de

uso único, 70% dos hotéis nas Américas já eliminaram 100% do plástico do “back of

the house” (dentro da cozinha).

Os resultados anuais de 2024 mostraram um impulso de crescimento contínuo para a Accor, gerando altas expectativas para 2025. Foram abertos 28 hotéis nas Américas, sendo 19 no Brasil – 14 em novos destinos – e 9 hotéis na América do Norte e países hispânicos. Ao todo foram 8 países diferentes, chegando ao alcance de 111 países com a chegada da Accor na República Dominicana. Foi inaugurado o primeiro hotel das Américas na categoria econômica com o conceito pé na areia: o Ibis Styles Maragogi. A expectativa para 2025 é que seja aberto um hotel por mês nas Américas.

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Em 2025 será inaugurado o primeiro hotel da marca TRIBE no Brasil. O destino escolhido foi Belo Horizonte e o projeto contará com 79 quartos. A marca tem muito do que a nova demanda de clientes jovens e descolados buscam, com um foco em lifestyle. A perspectiva é começar nas grandes capitais e em seguida seguir para as cidades secundárias. Minas Gerais foi escolhido para receber a inauguração por ser um estado de muita importância para a Accor, sendo o segundo com o maior número de hotéis da marca no Brasil, com 30 hotéis – ficando apenas atrás de São Paulo. Nos últimos dois anos foram assinados hotéis em diversas cidades do interior de Minas Gerais, como Varginha, Pará de Minas, Passos, Patrocínio e outras.

Pullman São Paulo Ibirapuera

Sede da coletiva de imprensa, o hotel Pullman São Paulo Ibirapuera aproveitou o momento para apresentar uma novidade: uma nova categoria de apartamentos. O Premium Executivo Clean Beauty foi desenvolvido alinhado com o posicionamento da marca, que traz bem-estar e sustentabilidade. O quarto apresenta um conceito mais orgânico, com uma arquitetura mais fluida, com muitas curvas, iluminação baixa e tons terrosos, que também estão presentes nos corredores. Reforçando o compromisso com a sustentabilidade são utilizados no quarto móveis feitos de materiais reciclados e amenities upcycling, que são desenvolvidos através da extração do óleo essencial da borra de café produzida no próprio hotel.

Quarto Premium Executivo Clean Beauty (Foto: Uai Turismo)

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Governo vai se reunir com setor privado em busca de alternativas contra alta de preços dos alimentos

O governo vai se reunir com o setor privado, nesta quinta-feira (dia 27), para buscar alternativas contra alta de preços dos alimentos. O encontro, a ser realizado em Brasília, deverá contar com a presença de representantes dos setores de açúcar, etanol, carnes e biodiesel. Uma das saídas em análise seria a redução das tarifas de importação desses produtos.

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Segundo um integrante do governo, porém, não está nos planos do governo adotar nenhuma medida antes do carnaval.

A ideia agora é ouvir o que o setor privado tem a dizer sobre como evitar a escalada de aumentos que se refletem na inflação e afetam negativamente a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O assunto foi discutido, nesta terça-feira (dia 25), em reunião entre os ministros da Fazenda e da Agricultura, Fernando Haddad e Carlos Fávaro. A proposta de uma reunião, apresentada a Lula.

Do lado do governo, devem participar os titulares dos ministérios da Fazenda, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Casa Civil, da Secretaria de Comunicação e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

IPCA-15

O resultado da prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, saíram nesta terça-feira e mostraram que o preço dos alimentos continua subindo em fevereiro. Ainda que a alta de 0,61% tenha sido um pouco menor que em janeiro, quando o número foi de 1,06%, itens como o café, que já vinham pressionando o índice nos meses anteriores, ficaram ainda mais caros.

O cenário vem sendo motivo de preocupação para o presidente Lula, uma vez que comer pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros, principalmente para as famílias mais pobres.

Confira na lista a seguir alguns dos preços que mais subiram em fevereiro: